O Ministério Público do Paraná apresentou ontem recurso contra a decisão que condenou Beatriz Abagge a 21 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto, pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, 6 anos, em Guaratuba, em abril de 1992.

O MP-PR busca aumentar a pena fixada e alterar o regime inicial de cumprimento de pena para o fechado. A Promotoria de Justiça sustenta que a pena cumprida por Beatriz antes do júri, em prisão provisória, não poderia ter sido considerada pelo juiz.

A Promotoria entende que esse regime só deve ser determinado pelo juízo de execução da pena. Além disso, o MP-PR defende que o juiz não poderia diminuir a pena em virtude de confissão da ré, pois desde quando ela foi ouvida no inquérito, em 1992, negou a prática do crime.

Defesa

A defesa de Beatriz protocolou quinta-feira recurso questionando o júri. Os promotores de Justiça que atuaram no caso, Lucia Inez Giacomitti Andrich e Paulo Sergio Markowicz de Lima, afirmam ter absoluta confiança de que o julgamento não será anulado pelo Tribunal de Justiça do Paraná.