Mais de cinco meses depois da empresária Ana Valéria Klagenberg, 40 anos, ser executada com um tiro na cabeça, o caso continua sem solução. O crime ocorreu ao meio-dia de11 de fevereiro passado, no Prado Velho. O autor, um homem que ocupava uma motocicleta Titan azul, até hoje não foi identificado.

Ontem a mãe de Ana Valéria, Ivani Klagenberg esteve na Delegacia de Homicídios para ver como andam as investigações sobre o caso. Ivani mora em Porto Alegre e está inconformada com a demora para elucidar o assassinato de sua filha. “Minha filha não volta mais, mas gostaria que a polícia descobrisse quem é o autor e que ele fosse punido. É tudo que peço, mas está difícil”, salientou a mulher.

Ela contou que a filha morava em Curitiba há seis anos e pouco antes de ser assassinada terminou um relacionamento amoroso que mantinha, após uma briga. Até hoje a polícia não conseguiu identificar nem localizar o suposto namorado, que poderia ter envolvimento com o crime. Ivani contou ainda que a filha não era proprietária do posto de gasolina, como constava no contrato social da empresa, mas empregada do dono.

O delegado Stélio Machado, que assumiu a Delegacia de Homicídios quando o caso já estava em andamento, disse que as diligências continuam sendo realizadas, mas que até agora não obteve êxito em identificar o autor. Ele salientou que o inquérito policial que apura a morte de Ana Valéria já tem dois volumes e 260 páginas.

Tiro

Ana Valéria trafegava pela BR-116 com seu Vectra, placa ANA-9746, quando passou próximo a loja Havan, no Prado Velho, e entrou na Rua Wilson Feijó. Um motoqueiro passou na frente do carro da mulher, parou na esquina, apontou a arma e quando Ana passou pelo local, atirou. Foi um único disparo, que perfurou o vidro do Vectra e atingiu a cabeça da mulher. Ela ainda foi socorrida pelo Siate e levada ao Hospital Cajuru, mas não resistiu aos ferimentos.