Mesmo com a prisão do autor confesso do assassinato dos três pescadores ocorrido em Piraquara – na noite de 9 de abril -, o delegado Germino Marques Bonfim espera aprofundar as investigações sobre o caso. O policial quer a comprovação de que o acusado, o caseiro Anselmo Rosa, foi o único participante no crime. Anselmo afirmou ter matado a tiros Misael Fragoso Batista, 20 anos; Carlos Schorrec, 22, e Marco Antônio Grunth, 34, porque invadiram a chácara onde ele trabalhava. Para dar prosseguimento às diligências, o delegado espera o retorno dos autos do processo – que estão em poder da Justiça – para que sejam anexados os laudos cadavéricos. “Vamos investigar se Anselmo agiu sozinho ou está acobertando alguém”, afirmou Germino.

Além das prisões de Anselmo e de José Carlos Moraes (capataz de fazenda que sabia dos assassinatos e nada revelou à polícia), também foi indiciado em inquérito Renato Palu – outro empregado da fazenda – por porte ilegal de arma. De acordo com o delegado, o proprietário das terras onde aconteceram os crimes está viajando para Minas Gerais e também poderá ser indiciado por favorecimento ao uso das armas. “Se ele tiver conhecimento de que seus capatazes utilizavam armas sem porte, ele também pode responder criminalmente por isso”, afirmou.

Mortes

Os corpos das três vítimas foram encontrados na tarde de segunda-feira em matagais da chácara, em Piraquara. Os cadáveres já estavam em fase de esqueletização. Anselmo se defendeu das acusações dizendo que os invasores da chácara portavam uma faca e pretendiam atacá-lo. José Carlos foi preso pois sabia do triplo homicídio e omitiu o crime.

As três vítimas tinham saído de casa para pescar na barragem do Iraí e sumiram misteriosamente. Familiares, desesperados, passaram a cobrar da polícia uma atitude. Investigações feitas na área apuraram que na noite em que os pescadores sumiram foram ouvidos tiros na região. Conversando com moradores os policiais foram apertando o cerco, até chegar em José Carlos, que resolveu contar o que sabia.