A polícia de Antonina, litoral do estado, já tem três linhas de investigação para a morte de Renata Cristina Lopes, 28 anos, que sofreu uma queda de 52 metros do extinto ponto turístico Morro da Pedra, na tarde de sábado (24). As hipóteses são de que a vítima tenha sido assassinada, sofrido uma queda acidental ou de que tenha se suicidado. Ela estava acompanhada de seu filho de 4 anos que conseguiu se salvar, porém está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital de Paranaguá.

De acordo com a Delegacia de Antonina, o ex-companheiro de Renata, que também mora no município, presta depoimento neste exato momento à polícia. Logo após ter encontrado o corpo da vítima e a criança às 14h30, a polícia foi até a casa dela e encontrou o ex-companheiro. Lá, após uma checagem no telefone celular dele, policiais encontraram mensagens de texto que teriam vindo do celular de Renata às 17h, ou seja, após a queda, com conteúdos de despedidas. “Vimos algumas mensagens de adeus e de descontentamento que foram enviadas do celular dela e assinadas como sendo ela”, disse o escrivão Rodrigo Feitoza da delegacia. A polícia busca identificar se houve falha no recebimento das mensagens, que chegaram atrasadas, ou se alguém estaria com o celular da vítima que não foi encontrado com o corpo no momento do resgate e ainda não está sob o domínio da polícia.

Duas testemunhas disseram terem visto Renata e seu filho subindo o morro na companhia de dois homens. As investigações estão sendo mantidas em sigilo e a polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais do Instituto Médico-Legal (IML).