Luiz morreu junto a muitas pessoas,
mas ninguém deu informações à polícia.

Da porta do bar um homem atirou contra Luiz Fernando Augusto, 21 anos, matando-o ao lado da mesa de sinuca, onde se divertia com amigos. O crime aconteceu às 19h30 de quarta-feira, na Rua Valdiva Pereira Lima, Pilarzinho, mas apesar do horário e do estabelecimento estar com fregueses, “ninguém” viu quem atirou, ou pelos menos, nenhuma pessoa se dispôs a fornecer pistas à polícia.

Dois tiros atingiram o peito e a barriga de “Luizinho”, como a vítima era conhecida na vizinhança, interrompendo-lhe o jogo e fazendo com que ele tombasse junto com o taco de sinuca. O perito Antônio Carlos, do Instituto de Criminalística, contou os ferimentos em avaliação preliminar, porém estranhou não ter encontrado os projéteis, já que os tiros transfixiaram o corpo de Luiz.

O delegado Sebastião da Silva Neto da Homicídios e sua equipe acompanharam os trabalhos da perícia e tentaram colher pistas, mas não obtiveram muito sucesso com as informações. “Comentou-se que dois carros saíram depois dos disparos, um Fiat branco e um Pointer”, relatou o policial, acrescentando que deverá ouvir as testemunhas nesta semana para solucionar o caso. A vítima não apresentava antecedentes criminais.

Mistério

O dono do bar contou que atendia um cliente e se abaixara para pegar dinheiro no caixa quando ouviu o primeiro disparo, permanecendo atrás do balcão até a situação se normalizar. “Quando levantei, o Luiz estava caído. Não vi quem atirou”, disse. Os soldados Agostinho e Lourival, do 12.º BPM, que atenderam a ocorrência também não obtiveram informações que possibilitassem um possível patrulhamento, em busca de suspeitos. Na hora dos disparos, havia mais cinco pessoas no bar, mas elas disseram à polícia que estavam de costas quando o assassino chegou. Ele teria parado o carro, descido e entrado na varanda, até a porta, de onde atirou contra Luiz.

Muito nervoso, o dono do estabelecimento, pensava em se mudar do local. “Aqui sempre foi calmo, não sei como isso aconteceu”, lamentava, comentando que deixara a perigosa vida de caminhoneiro para conseguir tranqüilidade com o comércio. Essa tranqüilidade era, em parte induzida, pela proximidade com a Vila Militar e pela vizinhança, que conta com policiais aposentados e na ativa.