Depois de curtir a noite com amigos, Clayton Nunes, 19 anos, foi assassinado com três tiros na madrugada de sábado, no final da Avenida Juscelino Kubitschek, próximo à BR-277, na Cidade Industrial de Curitiba. O crime aconteceu ao lado de um acampamento de ciganos, embaixo do Contorno Norte. A polícia já tem o nome de um suspeito do crime, que provavelmente foi motivado por briga entre grupos rivais que atuam na região.

A mãe de Clayton, Pedra Aparecida Nunes, contou ao investigador Magalhães, da Delegacia de Homicídios, que, por volta de 22h, seu filho saiu de casa, no Jardim Gabineto, com uma garrafa de bebida alcoólica debaixo do braço e disse que ia beber com alguns amigos.

Depois de encontrar com os colegas, Clayton foi até uma danceteria situada a poucos metros de sua residência e perto do local do crime. Uma testemunha contou à polícia que, quando o jovem retornava para casa com dois amigos, um carro se aproximou da calçada na Avenida Juscelino Kubitschek. O motorista teria perguntado se o trio não tinha drogas. Como os rapazes disseram que não, ele atirou. Três tiros acertaram Clayton, no braço esquerdo, antebraço e cabeça. Os colegas da vítima conseguiram fugir e nada sofreram.

Ao ouvir o barulho dos disparos, ciganos correram até o local do crime e encontraram o rapaz caído na calçada, encostado no muro de uma empresa de plástico. Eles acionaram o Siate, mas, quando a ambulância chegou, Clayton já estava morto.

Um vizinho foi até a residência da vítima para avisar a mãe sobre o acontecido. Na cena do crime, o perito Elbio encontrou três cartuchos de calibre 38, segundo consta no boletim de ocorrência registrado na delegacia.