O Grupo de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) libertou, na sexta-feira passada, doze trabalhadores que atuavam em condições degradantes numa fazenda em Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba.

A ação, coordenada pelo fiscal do trabalho Guilherme Moreira, é realizada desde início de fevereiro na cidade. Após as investigações, foi verificado que os doze libertados trabalhavam em condições degradantes no corte de pinus – árvore utilizada pelas indústrias de madeira, papel e celulose. Com isso, foi comprovado que eles eram sujeitos a condições de trabalho análogas de escravo e ainda estavam acomodados em alojamentos precários.

De acordo com a ação, na frente de trabalho sequer havia sanitários e, quando a água acabava, os trabalhadores tinham como opção apenas o consumo de água sem qualidade de um córrego próximo à fazenda.

Além das condições degradantes, os trabalhadores estavam com problemas com relação ao pagamento dos salários e eram induzidos a comprar mantimentos num supermercado de Tunas, onde, segundo a ação, acumularam dívidas. Os fiscais lavraram 24 autos de infração e assinaram termo de interdição de frentes de trabalho, moradias e alojamentos. O contratante pagou R$ 98.167 em verbas rescisórias.