Três meses após o desaparecimento do marido, sua mulher descobriu que ele estava enterrado. Adenir Ricardo de Oliveira, 35 anos, foi baleado na Rua Contenda, no Sítio Cercado, e internado no Hospital do Trabalhador, onde morreu em 24 de agosto.

Porém, não portava documentos e, como o corpo não foi reconhecido por parentes no Instituto Médico-Legal, ele foi enterrado dois meses depois, como indigente. A família não conseguia localizá-lo, até que ontem fez o reconhecimento, por fotografia.

Adenir saiu de casa e não voltou mais. A esposa e a irmã procuraram em hospitais e afirmam que estiveram no IML, mas não reconheceram nenhum corpo. Ninguém sabia o que tinha acontecido. Nesta semana, um amigo da igreja da esposa de Adenir foi informado que o homem havia sido assassinado, e a avisou. Ela foi ao IML e reconheceu o marido por fotografia. O reconhecimento foi confirmado pelo confronto de digitais, dos documentos e de arquivo do Instituto de Identificação.

Indigente

De acordo com o IML, o procedimento padrão é, após a chegada do corpo, aguardar por 15 a 60 dias a presença de familiares no necrotério para identificação. Depois disso, é enterrado como indigente. O cadáver também passa pelo Instituto de Identificação e, se estiver no banco de dados do sistema, pode ser identificado pelas digitais.