Foto: Walter Alves
IML recolheu a vítima no início da manhã de ontem.

Enquanto descarregavam entulhos em um descampado no bairro Tatuquara, em Curitiba, funcionários de uma madeireira assustaram-se ao encontrar uma mulher morta, seminua e com indícios de violência, no início da manhã de ontem. Ela estava deitada a poucos metros de um matagal, na Rua Santo Antônio Tortato, uma estradinha de chão próxima à BR-116.  

O corpo da vítima, de aproximadamente 30 anos, tinha ferimentos nos braços e no rosto e marcas de arrastamento nas pernas, porém a causa da morte ainda é desconhecida pela polícia. Além dos sinais de agressão no corpo, a calcinha rasgada da vítima e a minissaia levantada indicam que ela pode ter sofrido violência sexual antes de morrer.

Os policiais da Delegacia de Homicídios que investigam o caso acreditam que, em razão das manchas de sangue junto ao corpo, a mulher teria morrido no local, mas não souberam dizer o que causou a morte. Uma das hipóteses levantadas é de que a mulher possa ter sido estuprada e, em seguida, atropelada pelo veículo do agressor. Porém, o perito explicou que somente exames complementares no Instituto Médico-Legal poderão dar indícios do que realmente aconteceu.

A suspeita é de que a vítima tenha sido assassinada na noite de sábado ou madrugada de domingo. O soldado Fonseca, do 13.º Batalhão da Polícia Militar, que atendeu à ocorrência, acredita que a vítima – que não portava documentos de identificação – possa ser uma garota de programa, uma vez que, próximo do local, existem pontos de prostituição e bailões. Investigadores afirmaram que irão aguardar a identificação da vítima e tentar descobrir se alguém a viu saindo de algum desses bailões.