Alcides chegou a Curitiba em avião do governo.

Já está recolhido na Casa de Custódia de Curitiba, na Cidade Industiral, Alcides Machado Meireles, acusado de ter sido um dos responsáveis pelo assassinato do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes, em 18 de dezembro de 2001. Ele foi preso na terça-feira, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Sua remoção para Curitiba ocorreu ontem, em avião cedido pelo governo do Estado. Meirelles desembarcou no aeroporto do Bacacheri, às 18h30, e foi imediatamente escoltado até a cadeia, por policiais da Companhia de Choque e do Centro de Comando de Operações Especiais (COE), da Polícia Militar.

Ainda hoje o suspeito deverá ser interrogado pelo promotor Marcelo Bauzer Correia, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC). O horário e o local em que acontecerá o interrogatório estão sendo mantidos em sigilo. “Depois que concluirmos as investigações referentes à morte do deputado vamos entregar o inquérito à Justiça, que deverá definir o destino do acusado”, afirmou o promotor, que deverá se manifestar novamente a respeito do caso somente na próxima segunda-feira.

Crimes

Meireles, que foi preso em São Paulo sob acusações de porte de arma, formação de quadrilha, roubo de carros e porte de documentos falsos, poderá permanecer em Curitiba ou seguir para Cascavel ou ainda retornar para São Paulo, dependendo da decisão da Justiça.

A prisão do suspeito, de acordo com o promotor, foi resultado de uma ação conjunta entre a PIC, a Polícia Militar do Paraná e a de São Paulo, que tiveram como ponto de partida o inquérito instaurado pelo delegado Alexandre Macorin (de Cascavel), na época designado para investigar a morte do deputado.

Amorim foi executado a tiros dentro do carro da Assembléia Legislativa que utilizava, ao sair de seu apartamento, no centro de Cascavel. Dois homens ocupando uma motocicleta pararam ao lado do veículo – que estava estacionado em frente ao prédio da vítima – e efetuaram vários tiros. A polícia diz acreditar que Meireles era um destes homens, sendo bastante provável que estivesse na garupa da moto e tenha feito os disparos. Com ele foi apreendida uma arma semelhante à usada no crime e que deverá ser submetida a exames de balística na Polícia Científica, para que os projéteis sejam comparados com aqueles retirados do corpo da vítima.