Agredido na noite de sábado, durante uma briga ocorrida na Vila Uberlândia, no Novo Mundo, Leonor Carlos de Loreno, 24 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu anteontem no Hospital do Trabalhador. Além dele, ficaram feridos seu irmão Lindomar Miguel de Loreno, 25, e o amigo Cleberson Roberto da Silva, 16. Este teve uma das mãos amputadas com um golpe de foice. No velório da vítima, familiares revoltados com o crime pediram que fosse feita justiça com a prisão dos responsáveis pelo atentado.

De acordo com parentes do rapaz morto, os três estavam em uma festa, quando um desconhecido se aproximou e disse a Leonor que a irmã dele estava sendo espancada na rua. Os três rapazes saíram imediatamente para socorrer a jovem, mas tudo não passava de uma cilada. Quando saíram da festa, foram agredidos por dois homens (que aparentavam ter 45 e 25 anos) e um adolescente. Armados com uma foice, um facão e um pedaço de pau, os desconhecidos provocaram graves ferimentos nas vítimas. “Tiveram que impedir um deles de esfaquear o Cleberson que estava caído no chão e jorrando sangue pelo braço”, contou uma testemunha da violenta agressão.

Justiça

A tia dos irmãos, Ivanilde Rodrigues Moraes, contou que os três agredidos trabalhavam e não tinham envolvimento com drogas. “A família fez a doação de todos os órgãos do Leonor e todos foram aceitos, pois o rapaz não fumava nem bebia”, contou comovida. Ainda segundo ela, após a agressão passaram pelo local três viaturas da Polícia Militar, pertencentes ao 13.º Batalhão, mas nenhum policial quis parar para prender os agressores. “Eu gritava por socorro e só faltou me atirar em frente aos carros para que parassem”, relatou. Vizinhos também afirmaram que os autores do crime são moradores na região e continuam fazendo chacotas e ameaças quando passam em frente a casa das vítimas.

A denúncia de que as viaturas policiais se recusaram a parar para atender a ocorrência foi transmitida ao coronel José Paulo Bettes, comandante do 13.º BPM, que prometeu providências caso isso tenha acontecido. “Acho impossível ter ocorrido uma situação assim, já que isso iria contra todos os ensinamentos da Polícia Militar”, disse ele, pedindo à tia dos rapazes que oficialize a denúncia na sede do quartel. “Temos condições de apurar todas as viaturas que estavam circulando naquela noite e levantar os nomes dos policiais de plantão. E assim levantar detalhadamente os fatos”, assegurou.