A juíza Suzana Massako Hirama Loreto de Oliveira, da 2.ª Vara Criminal de Curitiba, negou ontem o pedido de revogação da prisão preventiva de Nilson Moacir Oliveira Cordeiro e Any Paula Facolin. A magistrada decretou também segredo de Justiça no processo. Presos desde o dia 12 de julho, o casal é acusado da morte do filho, L.G.C., de apenas sete dias de vida, ocorrida no dia 8 de julho. Cordeiro se encontra preso no Complexo Médico Penal de Piraquara e a mulher, na Penitenciária Feminina, também em Piraquara.

Um dos advogados de defesa dos dois, Nilton Ribeiro Souza, avisou que vai entrar hoje com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ). Ele também adiantou que entrará com um recurso contra o recebimento da denúncia por parte da juíza. "Essa denúncia não poderia ter sido recebida, uma vez que estamos impugnando o laudo apresentado pelo Instituto Médico-Legal (IML)", disse. Segundo Souza, a Justiça deve dar parecer hoje sobre o novo procedimento.

O primeiro depoimento dos réus à Justiça será no dia 11 de agosto. Os dois foram presos depois de levar o filho ao Hospital e Maternidade Mater Dei, onde L. morreu de infecção. O laudo do IML aponta como causa da infecção lesões no ânus do bebê, que teria sofrido abuso sexual.