Centenas de certificados e históricos escolares de conclusão de Ensino Fundamental e Médio fraudados foram emitidos por pelo menos 11 instituições não autorizadas, conforme investigação do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), que começou no Paraná e já chegou a outros dois Estados.

Conforme a polícia, esses cursos – não autorizados – firmaram uma “parceria” com outras cinco instituições, que poderiam emitir esses documentos de forma legal.

Na segunda fase da operação “Volta às Aulas” nove pessoas foram presas temporariamente e nove foram conduzidas coercitivamente (quando são obrigadas a depor) – entre elas uma servidora da Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed).

“Temos a preocupação porque são centenas de alunos espalhados em vários Estados – alguns que foram vítimas e outros coautores desse crime – que estão usando esses certificados para cursos superiores e concursos públicos; alunos despreparados que estão tomando lugar de outras pessoas”, afirmou o secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita.

Delegado Renato. Foto: Áltila Alberti

Esquema

A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro do ano passado, quando foram identificados dois cursos que emitiam os certificados ilegais, na modalidade de educação de Jovens e Adultos à Distância.

Na continuidade das investigações, de acordo com o delegado Renato Bastos Figueiroa, os policiais descobriram que o esquema envolve cursos também no Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

“Durante os interrogatórios novas pessoas foram citadas, então com certeza essa é uma investigação que irá continuar, e não descartamos o envolvimento de um quarto Estado”, afirmou o delegado.

A suspeita é que o esquema funcionava desde 2005. A quantia arrecada pela associação criminosa pelo grupo ainda não é estimada pela polícia, mas o valor cobrado por estudante chegava a R$ 1, 7 mil.