A marca de 100 mulheres assassinadas neste ano foi superada com a morte de Karine, em Colombo. De acordo com o Mapa da Violência, da Tribuna, uma mulher perde a vida, vítima da violência, a cada três dias e cinco horas, em Curitiba e região metropolitana.

Do total de vítimas, elas representam 6,7%. Com relação à idade, 43% tinham entre 19 e 29 anos, e 10% eram adolescentes.

Em 62% dos assassinatos contra mulheres, os marginais usaram arma de fogo para cometer o crime.
O índice é menor que o registrado nos homicídios contra os homens, que ultrapassa os 80%. No caso das vítimas de sexo feminino, há mais incidência de mortes por agressão e facadas.

Motivos

Para o delegado Rubens Recalcatti, titular da Delegacia de Homicídios, parte dos crimes é consequência do envolvimento das mulheres com o tráfico de drogas. “Muitas se envolvem com usuários e traficantes e, às vezes, quando os homens são os alvos dos marginais, elas morrem porque estão junto. No entanto, também há os casos de violência doméstica, que são responsáveis por boa parcela dos crimes.

Divisão

Dos 101 assassinatos, 43 aconteceram na capital, espalhados em 21 bairros. A Cidade Industrial teve o maior número de casos (10), seguida do Boqueirão e Sítio Cercado (4).

As 58 mortes da região metropolitana aconteceram em 12 municípios, sendo que os mais violentos foram São José dos Pinhais (17), Colombo (9) e Pinhais (7).

Menos que ano passado

Embora o índice de mortes seja assustador, é 37,8% menor que o registrado ano passado, quando, até este mesmo período do ano, 161 mulheres já haviam sido mortas. Neste ano, a vítima feminina número 100 foi Edilaine do Nascimento, 34 anos, morta na madrugada de terça-feira, em São José dos Pinhais. Em 2010, o centésimo assassinato com vítima do sexo feminino aconteceu em 26 de junho, quase cinco meses antes. “É reflexo da diminuição geral dos homicídios em Curitiba e região, e também de programas de segurança que protegem as mulheres”, declarou Recalcatti.