Problemas com sistemas hidráulicos, elétricos, esgoto e superlotação foram as principais irregularidades detectadas pela Comissão de Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil, na carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. A inspeção foi realizada ontem à tarde, por causa do tumulto na manhã de anteontem e “panelaço” na madrugada de ontem.

Os aspetos mais graves foram relatados para providências às secretarias da Segurança Pública e da Justiça e Cidadania. “A cada 45 dias a fossa vaza e os dejetos retornam pelas privadas. As instalações elétricas são muito antigas e há superlotação”, relata a secretária da Comissão de Direitos Humanos, Isabel Kugler Mendes.

Amontoados

As celas, de 1,60 x 3,30 metros, foram construídas para abrigar um detento, no entanto, chegam a comportar até 11 pessoas. “Eles não têm como deitar para dormir. Todos ficam em pé ou de cócoras. Os presos estão com escaras na pele por falta de higienização e por ficarem amontoados”, conta Isabel.

A carceragem abriga 182 presos, mas tem capacidade máxima para 50. O delegado Gerson Machado disse que 32 serão transferidos até amanhã para o Centro de Triagem, em Piraquara. Isabel explicou que caso os problemas não sejam sanados a possibilidade de interdição do local é grande. “Essas pessoas cometeram delitos, mas as condições em que estão vivendo são desumanas, constrangedoras. Apesar do crime que cometeram, são seres humanos”, avalia a secretária.

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