Cinco homens, entre eles um policial civil, foram presos, na manhã de ontem, durante a Operação Três Oitão, da Polícia Federal (PF), para coibir o comércio ilegal de armas de fogo, munição e acessórios em Curitiba e região metropolitana.

A ação foi deflagrada pela Divisão de Repressão ao Tráfico de Armas e contou com a participação de 60 policiais que deram cumprimento a 15 mandados de busca e apreensão (13 em Curitiba, 1 em Pinhais, 1 em São José dos Pinhais). Os agentes apreenderam dezenas de armas e munições de fabricação nacional e estrangeira.

Durante a operação, cinco pessoas foram presas em flagrante na capital por posse ilegal de arma: F.S.V., 38 anos, residente no bairro Jardim das Américas; O.M.C, 70 anos, morador no bairro Água Verde; R.L.N., 35 anos, do Batel; A.A.S., 48 anos, e M.J.N., 39 anos, do bairro Fanny.

Entre as armas apreendidas, estão duas pistolas calibre 45 de uso restrito da polícia e banhadas a ouro. Uma delas tinha o cabo (coronha) feito de chifre de alce.

Também foram encontrados revólveres e pistolas de diversos calibres, rifles (usados para caça), carabinas, espingardas e armas com mira telescópica, além de acessórios (como carregadores, silenciadores, canos extras) e farta munição.

Segundo a PF, as investigações começaram há seis meses e tinham como alvo pessoas que, por profissão ou atividade, se utilizam licitamente de armas de fogo – incluindo policiais, armeiros, colecionadores e atiradores desportivos – e que se aproveitam para desenvolver, paralelamente, atividades ilegais, como receptação de armas de origem suspeita, adulteração, clonagem de numeração e venda, além de contrabandear armas e munições do Paraguai.

Altair Menosso, da Comunicação Social da PF em Curitiba, explicou que, com a criação do Estatuto do Desarmamento, em 2003, o comércio ilegal de armas se tornou um negócio bastante rentável, já que houve aumento da repressão e, consequentemente, queda de oferta do produto.