Revoltado com o término do relacionamento, o padrasto de um menino, de 4 anos, teria atirado na cabeça da criança. A pequena vítima segue internada em estado gravíssimo no Hospital do Trabalhador. Suspeito do crime foi preso ontem à tarde por policiais militares do serviço reservado, quando recebia um revólver, na praça em frente ao terminal de ônibus do Portão.

De acordo com relato da mãe da criança à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã de segunda-feira, o padrasto foi à casa dela, no Tatuquara. Inconformado por a companheira ter terminado o relacionamento, ele a teria ameaçado. Quando o homem desceu as escadas da residência, a mãe ouviu um “estampido”. Foi ver o que tinha acontecido, e encontrou o filho, de 4 anos, ao lado do, de 2, com muito sangue no rosto. O menino foi levado ao hospital com a ajuda de vizinhos.

Denúncia

Segundo o sargento do serviço reservado da Polícia Militar, desde segunda-feira foram feitas buscas pelo suspeito. Na tarde de ontem, foi recebida a denúncia que o homem receberia uma arma. Os policiais fizeram campana e flagraram Hilton Ferreira da Silva, 26 anos, chegando à praça. Pouco depois, Diogo de Jesus Osorio dos Santos, 22, chegou em uma Biz preta.

O sargento contou que o rapaz desceu da moto, pegou uma mochila e entregou-a para Hilton. Dentro, havia um revólver calibre 38 com numeração raspada, carregado com seis munições, e outras seis munições separadas. A polícia acredita que a arma apreendida pode ser a usada no crime.

Negação

Hilton nega ter atirado no enteado. Ele disse que não estava na casa da namorada quando houve o disparo e que não soube o que aconteceu, porque ela estaria “em choque”. O suspeito afirmou que quer que a polícia faça o teste de balística, para conferir se existe indícios de pólvora em suas mãos. Segundo ele, o exame comprovaria sua inocência. De acordo com os policiais, Hilton é foragido da Colônia Penal Agrícola, onde estava preso por homicídio.