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Divanildo tinha dívidas
com traficante de drogas.

Nem o som de quatro tiros de pistola incomodou o sono pesado de um menino de sete anos, que dormia no banco de trás de um Monza. Ele não gostaria mesmo de ter sido acordado – os disparos mataram seu pai, Givanildo Claudino da Silva, 28 anos, a poucos metros dali, na Travessa Camargo, perto da Rua Catulo da Paixão Cearense, Vila Camargo, Cajuru, aos 30 minutos da madrugada de ontem.

Logo após os tiros, um morador do bairro retirou a criança, ainda dormindo, do carro, e a levou para a casa de uma tia dela, que vive ali perto. A cinco metros de distância estava o corpo de Givanildo, morto com um tiro de pistola calibre 45 no peito, outro no pescoço e dois nas nádegas.

Meia hora antes do crime, a Polícia Militar encontrou a vítima e o filho no mesmo local. O carro foi revistado, mas não havia irregularidade. "Orientamos que fosse para casa com a criança. Ele disse que já estava indo embora", relatou o soldado Bastos, do Regimento de Polícia Montada.

A mesma equipe policial que abordou Givanildo seria acionada para atender o assassinato. Nenhuma testemunha apareceu para descrever o crime. "A rua deveria estar deserta e não se sabe o que ele fazia aqui", disse o PM Bastos.

A irmã de Givanildo contou que o rapaz era viciado em droga e chegou a fazer tratamento para livrar-se da dependência. Há cerca de cinco meses, teve que se mudar para São José dos Pinhais por ter contraído dívida com traficantes – indício do possível motivo do assassinato.