A polícia Civil de Cascavel abriu, nesta quinta-feira (31), inquérito policial para investigar o caso do menino de 11 anos que foi atacado por um tigre no zoológico da cidade, na quarta-feira (30).

O garoto teve o braço direito amputado e está internado em um leito na ala pediátrica do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, com acompanhamento da equipe clínica e ortopédica e, de acordo com o hospital, seu quadro clínico é estável. O pai da criança, Marcos do Carmo Rocha, 43 anos, deverá responder por lesão corporal grave.

Na quarta-feira, após o ataque, Rocha prestou depoimento à polícia e alegou que estava com o outro filho, de três anos, quando perdeu contato com o filho mais velho e ao perceber o ataque do tigre agrediu o animal para que soltasse o braço do garoto. Depois de prestar depoimento, o pai foi liberado para cuidar do filho.

Na tarde de hoje, o delegado responsável pelo caso, Denis Zortea Merino, foi até o hospital para tentar colher um novo depoimento de Rocha, mas segundo Merino, o pai da criança está muito transtornado com a tragédia e ainda não tem condições de depor.

O delegado disse também que já distribuiu ordem de serviço para os investigadores do Grupo de Diligências Especiais (GDE) para que apurem os fatos.

“Os investigadores já fizeram fotos da área onde ficam os felinos e medição das grades das jaulas. Além disso, vamos identificar testemunhas que filmaram as cenas e colher depoimentos dos funcionários do zoológico que estavam no local no momento do ataque do animal”.

Merino enfatizou também que outras pessoas poderão ser indiciadas, sobretudo, se ficar constatado que a segurança do local viu o menino tendo contato com os felinos e não tomou nenhuma atitude.

Hospital abrirá sindicância

Em nota divulgada hoje, a direção geral e clínica do Hospital Universitário do Oeste do Paraná disse que encaminhará uma solicitação à reitoria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) para abertura de sindicância, visando apurar de que forma algumas imagens do atendimento ao garoto no hospital foram divulgadas em redes sociais.

Segundo o hospital, a divulgação de imagens de patologias podem ser retiradas com finalidade científica apenas mediante autorização e consentimento, informado por escrito, previamente, pelo paciente ou seu representante legal.

Além da solicitação de sindicância do hospital, a polícia informou que também investigará a autoria da divulgação das imagens na internet.

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