Um crime bárbaro foi descoberto por volta das 21h desta quarta-feira (02) no bairro Centro Cívico, em Curitiba. O corpo de uma mulher, dividido em duas partes, foi encontrado em dois locais: as pernas na Avenida Cândido de Abreu e o restante do corpo dentro de um rio que corta o trecho, na Rua Aristides Teixeira. Um dos suspeitos do crime foi preso depois de ter sido visto derrubando uma das pernas.

As pernas da mulher foram achadas por policiais militares que patrulhavam pela região. Logo depois, o corpo da jovem, de aproximadamente 25 anos, foi encontrado num córrego próximo. Segundo o Instituto Médico-Legal (IML), a vítima tinha ferimentos de arma branca, o que pode indicar que, além de ter sido asfixiada, como informado pelo Instituto de Criminalística, ela pode ter sido esfaqueada.

Enquanto os policiais mantinham o local do crime isolado, moradores contaram que teriam visto um homem, morador de rua, derrubando uma das pernas enquanto tentava as esconder. A PM foi ao local onde o homem costumava dormir, embaixo da ponte do rio onde o corpo da mulher estava, e o suspeito foi preso.

A hipótese da perícia da Polícia Científica, de que a jovem não teria sido morta no local onde as pernas foram encontradas, se sustentou ainda mais depois que os policiais descobriram que o suspeito preso não agiu sozinho. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conseguiu imagens de câmeras de segurança que flagraram dois homens carregando o corpo em uma região próxima ao local onde as pernas foram abandonadas.

Segundo o registro da câmera, eram por volta das 18h30 quando a dupla foi flagrada. Para os investigadores, a mulher foi assassinada em algum local próximo, onde teve as partes do corpo cortadas e depois foi enrolada em um lençol e carregada. Ela teve as mãos amarradas para trás, com uma faixa usada por lutadores de artes marciais.

Segundo envolvido

Conforme os policiais, tanto o suspeito preso, como também o rapaz que já foi identificado, têm histórico criminal. Na manhã desta quinta-feira (3), equipes da DHPP foram às ruas em busca do segundo suspeito. A intenção dos policiais, além de prendê-lo, é desvendar o real motivo do crime, já que o homem que já está detido nega o assassinato.

Ainda de acordo com o que foi apurado pela reportagem, quando foi preso, este rapaz tinha sangue nas mãos. A equipe policial conseguiu confirmar que ele estava sujo de sangue com um produto que foi colocado e reagiu. Aos policiais, ele teria dito que era sangue de um dente que estava machucado.

A princípio, a DHPP tem informações importantes para as investigações, mas ainda não as divulga para não atrapalhar as buscas que são feitas. Novas informações, que possam ajudar no trabalho dos policiais, podem ser passadas através do disque-denúncia 0800-643-1121.

Procura por familiares

A mulher, ainda sem identificação, vestia camiseta estampada e calça jeans azul claro. Ela tinha várias tatuagens pelo corpo, entre elas uma tribal na barriga e uma borboleta grande nas costas.

Conforme a DHPP, nenhum familiar da jovem procurou a delegacia para tentar reconhecer o corpo. Isso faz com que os policiais investiguem a possibilidade de que a vítima também seja moradora de rua.

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