A Delegacia de Homicídios, em continuidade às investigações da morte da menina Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, de 9 anos, vai entrar com um pedido de teste de DNA e um homem preso no Rio de Janeiro. O homem, natural do Paraná, foi detido em 2009, depois de ser flagrado aliciando meninas em frente a escolas na capital fluminense.

“Foi um policial de lá que me ligou e informou deste homem. Ele não tem o perfil do suspeito, mas como é um pedófilo e estava atrás de meninas nos colégios é aqui do Paraná, vamos fazer o exame”, explicou o delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios.

A coleta do DNA, que será confrontado com o material colhido no corpo da menina, será feita pela divisão do centro de perícias do IML do Rio De janeiro, a pedido do Instituto de Criminalística do Paraná. O contato direto entre os dois setores vai agilizar o processo. “Existe uma burocracia para isso, mas a perícia daqui falando direto com a perícia de lá facilita este processo”, acrescenta Recalcatti.

Segundo o delegado, a união de vários setores da polícia tem ajudado a investigação do caso que chocou o Paraná a ganhar novos rumos. “Isso é muito importante, estamos conseguindo um abraçamento de todas as áreas. Os peritos estão vindo aqui verificar o inquérito, trabalhando mais aprofundado, o policial do rio que ligou, preocupado antes que o pedófilo seja solto. E tudo isso é muito válido”, reforçou Recalcatti.

 O Crime

Raquel desapareceu no dia 3 de novembro de 2008 e foi encontrada morta dois dias depois. O corpo da menina estava em uma mala abandonada embaixo de uma escadaria na rodoferroviária de Curitiba.