O pedreiro Luciano Almeida, 26 anos, apresentou-se ontem à Delegacia de Homicídios e assumiu a autoria dos tiros que mataram o servente Eduardo Odilon de Lima, 19 anos. Um disputa por terrenos estaria por trás do crime, cometido às 19h30 de 30 de abril, na Rua João Crysostomo da Rosa, Cajuru.

Em depoimento à polícia, Luciano alegou que seu pai, Leonil Almeida, conhecido como “Gaúcho”, havia sido ameaçado quatro vezes pela vítima. O motivo seria uma divergência quanto ao limite dos terrenos das duas famílias, separados por um muro. O pedreiro disse que, no dia do crime, viu Eduardo armado aproximando-se de Leonil, que preparava um caminhão para fazer a mudança de casa. “Segundo o relato, Luciano apanhou a arma que havia emprestado de um amigo e atirou para defender o pai”, falou o superintendente Neimir Cristóvão, da Delegacia de Homicídios. O primeiro tiro não acertou a vítima, que correu. Outros três disparos foram feitos e o feriram. Ele foi levado ao Hospital Cajuru por seu irmão, mas não resistiu.

A versão é diferente daquela contada pela família da vítima. Depois do disparo errado, “Gaúcho” teria apanhado um Fiat Tipo de um conhecido, chamado Deodides, e perseguido Eduardo, que foi baleado e morto a uma quadra de casa. O motivo seria um relacionamento amoroso entre o servente e a filha de “Gaúcho”.