Oziel foi morto por dois
homens que ocupavam uma moto.

Dois homens numa motocicleta encerraram de forma violenta o passeio dominical do pedreiro Oziel Ramos, 30 anos, e da mulher dele, Marta de Santana, 36. Por razão ainda desconhecida, o garupa da moto executou Oziel e acertou a mão da mulher com uma bala desviada, às 16h de ontem, na movimentada esquina das ruas Algacyr Munhoz Maeder e Desembargador Cid Campêlo, Cidade Industrial. Os autores fugiram sem ser identificados.

O crime ocorreu a poucos metros da lanchonete onde estavam o pedreiro e a mulher. Segundo uma das versões apuradas pela Polícia Militar, Oziel teria se desentendido com os assassinos dentro do estabelecimento. “Outros dizem que os autores já chegaram com intenção de matar a vítima”, falou o sargento Anderson, do 13.º Batalhão da PM, que atendeu a ocorrência.

Certo é que os primeiros disparos ocorreram em frente à lanchonete, mas o alvo foi errado. Vendo-se em apuros, Oziel tentou correr, sem ir longe: o homem que estava na garupa da moto o surpreendeu e acertou-lhe cinco tiros – um na cabeça e os demais no peito e na barriga. Marta levou um tiro na mão ao tentar impedir que o marido fosse assassinado. Minutos depois o Siate a levou ao Hospital do Trabalhador.

Apesar do grande fluxo de pessoas naquele ponto, ninguém anotou a placa da moto – uma CG Titan, azul – nem identificou os autores. “A mulher da vítima poderá fornecer informações importantes à investigação”, disse o sargento.

Juarez Tobias, cunhado do pedreiro, soube do fato em casa e foi ao local do crime procurar respostas. “Ele era quieto e tranqüilo, nunca comentou sobre alguma inimizade”, disse. Juarez contou que o cunhado saiu ao meio-dia para jogar futebol, e não voltou mais para casa.

Oziel morava na Vila Olinda, CIC, e respondeu inquérito por porte ilegal de arma, há cerca de dois anos. A Delegacia de Homicídios tem a tarefa de elucidar o caso.