O governador Jaime Lerner inaugurou ontem a Penitenciária Estadual de Ponta Grossa, com capacidade para 450 presos. O investimento na obra, totalmente realizada com recursos do Tesouro Estadual, foi de R$ 10,5 milhões. “Superamos o projeto inicial de dobrar o número de vagas no sistema penitenciário do Estado”, disse Lerner. “O mais importante foi que fizemos isso de maneira inovadora, com prisões seguras e modernas.”

Segundo Lerner, outros aspetos importantes do programa de ampliação do sistema penitenciário foram o lançamento de prisões industriais e da administração terceirizada. “Foram duas intervenções pioneiras, que hoje servem de modelo para o País”, afirmou. “Comparando-se com outros estados que têm sistemas penitenciários do mesmo porte, o Paraná é o que menos enfrenta problemas com rebeliões e tem o menor índice de reincidência ao crime.”

A penitenciária de Ponta Grossa foi a nona unidade prisional inaugurada por Lerner. Para o dia 18, já está confirmada a entrega da Penitenciária Metropolitana, uma nova prisão construída junto ao complexo de Piraquara. Outra prisão, a de regime semi-aberto de Maringá, será inaugurada no ano que vem, mas está praticamente construída. Com a conclusão dessas três prisões, o governo Lerner chega a onze novos presídios construídos (Guarapuava, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e duas unidades em Londrina, Maringá e Piraquara).

Dobro de vagas

As onze unidades representam uma oferta de 4.200 novas vagas, mais do que o dobro do número de vagas existentes até a administração anterior. Em 1994, existiam apenas 3.624 vagas no sistema. O número de unidades prisionais construídas por Lerner, num investimento de R$ 76 milhões, supera o total construído em todos os governos anteriores juntos. Até 1994 existiam apenas sete penitenciárias no Paraná.

“Com estas novas unidades prisionais, o problema da superlotação em delegacias do Paraná foi praticamente eliminado”, disse o governador. “Dessa forma, os policiais das delegacias podem se dedicar apenas à sua função básica, que é garantir a segurança da população.”

A unidade de Ponta Grossa é uma das mais modernas do País, ao lado dos novos presídios construídos neste ano em Foz do Iguaçu, Curitiba e em Piraquara. “Estas unidades foram construídas em tempo recorde de seis meses cada, mostrando o comprometimento do governo com a segurança da população”, disse o secretário da Segurança, José Tavares. “São todas unidades que regem pela disciplina, mas que oferecem aos presos todas as condições para a ressocialização.”