A imagem de Santo Expedito,
suja de sangue, ficou caída
ao lado do cadáver de Valdeir.

Apesar do movimento de pessoas e do comércio aberto na Rua Manoel Martins de Abreu, no meio da Vila das Torres, Prado Velho, ninguém soube dar esclarecimentos sobre a morte de Valdeir Antônio da Silva, 17 anos. Ele foi assassinado com oito tiros, às 18h de ontem, e um amigo dele, ainda não identificado, foi baleado e socorrido por populares. A Delegacia de Homicídios investiga o caso.

Os soldados J.Monteiro e Rui, do 13.º Batalhão de Polícia Militar, que atenderam a ocorrência, não conseguiram informação sobre as circunstâncias do assassinato, embora dezenas de pessoas se aglomerassem em volta ao corpo. “Aqui ninguém fala nada”, lamentou o policial. Os PMs descobriram apenas que o outro rapaz, que estaria junto com Valdeir, também foi baleado e levado a um hospital em um táxi.

Perseguição

Um morador comentou ter visto a vítima sendo perseguida por quatro indivíduos, mas não soube dar nenhuma característica dos matadores. Valdeir tombou em frente a dois estabelecimentos comerciais que continuavam abertos, enquanto a polícia realizava seu trabalho. Apesar disso, ninguém disse ter visto alguma coisa.

De acordo com levantamentos da perita Vilma, da Polícia Científica, pelo menos oito tiros atingiram o rapaz. Valdeir foi baleado com dois disparos nas costas, um na nádega, outro na perna, dois no rosto, dois na cabeça, além de dois ferimentos de raspão. Os disparos na cabeça foram dados quando a vítima já estava caída e fizeram buracos na calçada.

Ao lado do corpo ficou caído uma imagem de Santo Expedito (impressa em papel), também furada a bala e suja de sangue. No local, foram recolhidos um cartucho de pistola, calibre 380, e um projétil de revólver, calibre 38.