A Polícia Federal deflagra nesta terça-feira (28) uma operação para combater o tráfico internacional de drogas na região Oeste do Paraná. Segundo a PF, serão cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, três de instalação de tornozeleira eletrônica e oito de condução coercitiva (quando a pessoa é levada obrigatoriamente para prestar depoimento). Além disso, serão cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em residência e outros três em empresas. Todos os mandados foram expedidos pela 5.ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu.

Foram expedidos também mandados de sequestro judicial contra bens da quadrilha avaliados em R$ 20 milhões. Entre os bens estão três residências, cinco lotes, uma chácara, um motel, uma pedreira, sete caminhões, duas embarcações e seis automóveis. A ação, batizada de Aletria, se concentra nas cidades de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha do Itaipu, São Miguel, Itaipulândia e Missal.

Conforme a polícia, há indícios de que o grupo era responsável por introduzir no território nacional, armazenar e enviar entorpecentes, como maconha e cocaína, para grandes centros consumidores do país.

Foi um ano e meio de investigação em que a PF informa ter coletado “indícios contundentes da existência de associação para o tráfico de drogas transnacional, composta por, pelo menos doze pessoas”. Com o dinheiro obtido através do tráfico de drogas, os criminosos investiram em imóveis, empreendimentos, automóveis, caminhões, carretas e embarcações. Todos esses bens foram registrados em nomes de terceiros e de familiares próximos.

Ainda durante a fase sigilosa da operação, já foram presas em flagrante nove pessoas que permanecem sob custódia nos estados do Paraná, São Paulo e Pernambuco. Também já foram apreendidos sete veículos, duas embarcações, um caminhão, uma carreta, 31 toneladas de alpiste contrabandeado, cinco armas de fogo, munições, 4,5 toneladas de maconha, 9 kg de crack, 1 prensa de cocaína.

Estima-se que o chefe da organização criminosa seja um dos mais antigos da região e que atue com o tráfico de drogas há mais de dez anos. Com a prisão dos demais envolvidos nesta terça, a Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu passa a ter trinta dias para concluir as investigações.