Acir, José e Valdecir não conseguiram
ir muito longe com os relógios roubados.

Depois de assalto a uma relojoaria da Rua Carmelita Cavassin, na Barreirinha, policiais militares do Regimento de Polícia Montada, RPMont, detiveram três suspeitos de participar do crime, no fim da tarde de terça-feira. Dos detidos, apenas Acir Dias de Oliveira Ribeiro, 29 anos, assumiu ter realizado o roubo. Valdecir Matias, 32, e José Ylson Gomes, 38, negaram qualquer participação. Um quarto suspeito conseguiu fugir.

No momento do assalto, apenas uma mulher, de 53 anos, tomava conta do estabelecimento. Ela contou que dois indivíduos entraram, armados, e já anunciaram o assalto, mandando-a deitar no chão e fechando a porta de entrada. “Eles pediam a chave, que eu não sabia qual era, e me davam chutes”, relatou. Sem a chave, quebraram a vitrine pelo lado interno e levaram o que puderam: dezenas de relógios e jóias, além do celular e da bolsa da mulher.

Prisão

As únicas pistas dada à polícia foram o modelo e a placa do Verona bege, no qual os assaltantes fugiram. O veículo foi localizado próximo à divisa com Almirante Tamandaré e nele os policiais detiveram Valdecir. “Com informações dele, chegamos até a casa onde estaria o produto do roubo”, contou o aspirante Roncaglio. Lá, os PMs encontraram os relógios e as jóias e detiveram José. Em seguida, a polícia foi a outra residência e deteve Acir, com o revólver calibre 32 usado no assalto.

Valdecir alegou que apenas teria emprestado o carro para Acir colocar gasolina no veículo. José disse que trabalhava como diarista na casa onde foi detido e desconhecia a procedência do material. Acir negou ter usado a arma, mas disse que fez o assalto para sustentar os quatro filhos (de 9, 8, 5 e 1 ano) e a mulher grávida. “Sou mecânico e monto portas automáticas, mas estou desempregado há três anos”, afirmou. Todos foram encaminhados ao 3.º Distrito Policial (Mercês), onde foram autuados por roubo.