A Polícia Militar (PM) do Paraná realizou, na sexta-feira e sábado, o curso “Sobrevivência em Ambientes Hostis”, para profissionais de imprensa. O objetivo do treinamento, segundo a PM, era capacitar os profissionais da mídia para agir na cobertura de manifestações e protestos violentos, como por exemplo, os que aconteceram em junho do ano passado, em todo Brasil.

O coronel César Kogut, comandante geral da PM, explicou na solenidade de abertura que o objetivo da polícia com o treinamento é proteger a integridade de jornalistas e suas equipes e  evitar que estes profissionais acabem virando notícia negativa, como aconteceu, por exemplo, com o cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um rojão durante um protesto violento no Rio de Janeiro, em fevereiro, arremessado por um dos manifestantes. O cinegrafista morreu horas depois.

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O curso, realizado na Academia Policial Militar do Guatupê, em São José dos Pinhais, durou sete horas e teve cinco módulos: administração do risco profissional durante a atividade jornalística; gerenciamento de crise e comportamento da multidão; a postura do profissional de imprensa frente às manifestações e grandes eventos; estudos e efeitos dos agentes químicos e munições menos que letais empregados no controle de multidões; e bombas caseiras e outros artefatos explosivos utilizados em manifestações e outros eventos efeitos e consequências.

Nestes módulos, os policiais apresentaram os estudos da polícia sobre como as multidões se comportam durante os protestos, como identificar os desordeiros e se proteger deles e como a PM age diante destas situações, para que as equipes de imprensa saibam como se posicionar para captar boas imagens, sem serem atingidas pelos artefatos arremessados pelos manifestantes nem pelos usados pela polícia para dispersar a bagunça. A polícia também fez demonstrações práticas dos tipos de bombas mais comuns usadas pelos manifestantes, para que os profissionais de mídia saibam como elas funcionam, como se proteger delas e como agir caso seja atingido.