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Três homes encapuzados atacaram
o major com uma metralhadora.

A polícia pode estar perto de elucidar a execução do major Pedro Plocharski, 49 anos, ocorrida no início da noite de 28 de janeiro. Um dos autores do crime já estaria preso no COT (Centro de Observação e Triagem), anexo ao presídio do Ahú, e outros três acusados podem ser capturados em breve.

De acordo com informações internas da PM, apuradas pela reportagem de O Estado, um dos assassinos estaria preso desde a noite de sexta-feira. Ele seria um policial militar, mas ainda não há informações se os outros três suspeitos também fazem parte da corporação.

O comando da Polícia Militar não confirma o fato. Através da assessoria de imprensa, a PM informou que o policial apontado pelas fontes internas como autor da morte de Plocharski realmente está preso no COT, mas ele não teria vínculo com o assassinato do oficial. O PM teria se apresentado espontaneamente por causa de um processo por assalto. Os detalhes da investigação do homicídio não serão divulgados por enquanto, de acordo com o comando.

Crime

O major foi atacado às 18h45 do dia 28 por três homens encapuzados, armados com uma metralhadora calibre 9 mm e ocupando um Gol verde. O Fusca do oficial, que havia deixado a sede do batalhão e seguia para casa, foi crivado de balas na continuação da Rua João Chede, perto da trincheira que liga a Cidade Industrial ao Pinheirinho. Plocharski levou tiros no pescoço, peito, perna, braço e barriga.

O major era policial militar há 28 anos e comandava interinamente o 13.º Batalhão. Dias depois do crime, o governador Roberto Requião cobrou de sua Secretaria de Segurança Pública a rápida solução do caso.