Até o final da próxima semana, a Promotoria de Investigação Criminal (PIC) deve concluir as investigações sobre a morte do disc-jóquei (DJ) Cléverson Guimarães Pinheiro, 26 anos, morto no dia 11 de maio, durante abordagem policial. Os promotores Cláudio Franco Félix e Walber Alexandre de Souza afimam que o inquérito não será arquivado. Com base no reconhecimento das testemunhas, Félix concluiu que os PM acusados estiveram na residência do DJ, na Vila Nori, na noite do crime. O que a PIC averigua agora é a participação de cada um deles nas agressões a Cléverson.

De acordo com Félix, todas as testemunhas foram ouvidas. Já os policiais militares – os soldados Antônio Edivilson Silva, 38 anos; e Edson Cordeiro, 25; o cabo Allysson Júlio Gonçalves, 25; e o aspirante Marcos Vinícius Azevedo, todos lotados no 12.º Batalhão – não quiseram se pronunciar. Os quatro foram afastados de suas funções no dia seguinte, e o aspirante Marcos Vinícius foi preso no dia 24 de maio. Além do inquérito conduzido pela PIC, os policiais estão sendo investigados por um Inquérito Policial Militar (IPM).

O promotor ainda explicou que Marcos Vinícius foi preso preventivamente, por determinação da Vara de Inquéritos Policiais, porque é reincidente no crime de tortura.