Átila Alberti/O Estado
Eduardo e Edson pilotavam
a "esquadrilha da fumaça".

Uma reunião entre traficantes e viciados foi interrompida por policiais militares da 1.ª Companhia, em São José dos Pinhais. Quando os PMs chegaram na casa, na Rua Quinzito de Quadros Souza, 801, bairro Cidade Jardim, todos os ocupantes estavam munidos de cachimbo, isqueiros e 40 pedras de crack, às 11h30 de ontem. Os "fumantes de crack" foram levados para a delegacia de polícia local. Estão presos por tráfico de drogas o ex-presidiário Alexandre Amaral Leão, 40 anos, e Eduardo Florez Komatscher, 25. Outras nove pessoas, entre elas cinco mulheres, foram indiciadas por uso de entorpecentes.

O soldado Marcos Almeida, que efetuou a prisão juntamente com o cabo Toledo, informou que recebeu uma denúncia anônima de que a moradia era usada por traficantes para a venda e o uso de entorpecentes. O denunciante informou ainda que, naquele momento, a moradia estava repleta de gente e o cheiro do crack exalava para fora da casa. A PM foi até o local e surpreendeu os "chapados". "Com a nossa chegada, o Alexandre tentou dispensar um pacote contendo 30 pedras de crack. Com o Eduardo encontramos mais 10 pedras", disse Almeida. Segundo o policial, Alexandre já esteve preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), por 11 anos, e responde a 23 processos e três inquéritos policiais pelos crimes de tráfico, roubo, furto e homicídio.

Versões

Nenhum entre os presos e os detidos soube informar quem é o dono da casa, onde estava sendo consumida a droga. "M.A"., 35 anos, disse que só é usuária e costumava se reunir com diversas pessoas no local para fumar crack. "Nem é todo dia. Só de vez em quando", argumentou a mulher.

Apesar da extensa ficha criminal, Alexandre negou que comercializa drogas e que tentou esconder o crack. "Sou só usuário. O que eu devia para a Justiça já paguei", disse. Eduardo confessou que a droga era sua, mas negou a comercialização. "Eu sou vendedor. Não estava trabalhando porque é final de semana", alegou o suspeito, justificando o fato de estar fumando crack às 11h de uma sexta-feira.