Dois dos três homens que mataram 15 pessoas em Guaíra, na tarde de segunda-feira, já estão com as prisões preventivas decretadas. Trata-se dos brasileiros Jair Correia, 52 anos, e Ademar Fernando Luiz, 26, que teriam fugido ao Paraguai depois da chacina e ainda não foram localizados.

A polícia e a Justiça de Guaíra confirmam que foram três os executores, mas prefere não divulgar o nome do terceiro, por não haver provas concretas da participação dele.

O caso seria uma vingança por outro homicídio, ocorrido há 20 dias na cidade, e também por uma dívida de R$ 4 mil ao tráfico de drogas. Na chácara onde ocorreu a chacina, foi encontrada muita maconha, 10 quilos na segunda-feira, e outros sete tabletes ontem, que ainda vão passar por pesagem.

Há a possibilidade de, entre os mortos, haver pelo menos dois envolvidos com facções criminosas do Rio de Janeiro e São Paulo. Um deles, inclusive, teria cargo de “gerente” numa das facções.

Por conta disso, o promotor de Guaíra, Marcos Cristiano Andrade, preferiu não divulgar os nomes dos mortos e feridos, com medo que pudessem haver novas mortes e represálias por parte das facções.

Segundo explicou Hamilton Ravenutti, superintendente da delegacia de Guaíra, há cerca de 20 dias o enteado de Jair foi assassinado no município, possivelmente por alguma confusão envolvendo drogas.

Jocemar Marques Soares, o “Polaco”, um dos mortos na chacina, teria relação com o homicídio. Por conta disso, Jair prometeu vingança, que veio em forma de chacina, na última segunda-feira. Juntos, Jair e seu comparsa Ademar mataram as 15 pessoas e feriram outras oito.

Além de uma vingança, a polícia apura também que as mortes podem ter relação com uma dívida de R$ 4 mil que “Polaco” teria com o enteado de Jair, assassinado há 20 dias.

Os três matadores teriam chegado encapuzados ao local da chacina. No entanto, dois deles -Jair e Ademar – teriam tirado o capuz durante as execuções, o que permitiu às testemunhas que sobreviveram identificá-los. Já o terceiro executor não tirou a touca, e por isso a polícia busca provas concretas de sua participação.

Identificação

Apesar da polícia ter o nome dele, a testemunha disse que conhece essa pessoa e afirma que o matador não tinha a mesma compleição física deste suspeito. Por conta dessa dúvida é que a prisão dele não foi solicitada.

Afirmou-se inicialmente que o trio voltou de barco ao Paraguai, de onde veio. No entanto, já se verifica a possibilidade de os matadores não terem chegado ao País vizinho e permanecerem em terras brasileiras.