Foi preso, por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) Edson José Goto, o “Japonês”, proprietário da loja denominada Rei das Peças, localizada na Rua Deputado Neo Martins, Novo Mundo, em Curitiba.

Os investigadores, chefiados pelo delegado operacional da DFRV Fábio Lopes Pereira, deram cumprimento ao decreto de prisão preventiva expedido pelo Juízo da Comarca da Lapa, por envolvimento num complexo esquema de furto/roubo e receptação de veículos automotores. O desmanche de onde “Japonês” buscava as peças, que ficava em Contenda, já havia sido desmantelado por policiais civis da especializada, em novembro do ano passado.

O delegado adjunto da DFRV, José Vitor da Silva Pinhão, ressaltou a importância do trabalho conjunto da Polícia Judiciária, do Ministério Público e do Poder Judiciário que culminou na prisão de “Japonês”, “Graças ao excepcional trabalho de inteligência realizado pelos investigadores, pela robusta fundamentação do pedido de prisão elaborada pelo delegado que presidiu o inquérito e pela denúncia oferecida pelo Ministério Público foi possível a decretação da prisão de um dos barões do desmanche do Paraná, que financia o furto e roubo de veículos em Curitiba e região metropolitana”, disse Pinhão.

“Esta prisão impinge uma sensação positiva à sociedade, que não tolera mais a impunidade de nosso sistema processual-penal”, concluiu.

O desmanche

Em 26 de novembro último, policiais da DFRV fecharam um desmanche localizado em uma chácara – de propriedade de “Japonês” – na cidade de Contenta. À época foram presos em flagrante delito Pedro Ezequel, 50 anos, Reinaldo Pereira Filho, 31 anos, João Fernando Moreira Mattos, 39 anos, Emerson José de Deus Neto, 35 anos e Eder Lopes Majewski, 30 anos. Foram apreendidos um New Beatle, uma Saveiro, um Space Fox, um Vectra GTX e um Renault/Master Bus 16 DCI – oriundos de furtos/roubos na região de Curitiba. Também foram recuperadas três armas de fogo e uma serra elétrica, utilizada para corte de metais.

A polícia ainda procura Alex Rodrigues da Silva, que também teve a prisão preventiva decretada, bem como trabalha na identificação e qualificação do homem conhecido como Daniel, apelido “Neguinho”, membro da quadrilha.