Foto: Walter Alves/Tribuna

Droga foi deixada em um depósito
a 500 quilômetros de Curitiba.

A Polícia Federal apreendeu, ontem, outro caminhão da empresa Cattalini, que se preparava para trazer mais de 300 quilos de maconha do Paraguai para Curitiba.

O motorista, de quem apenas o primeiro nome foi divulgado, Natanael, e outro membro da quadrilha, Rogério Oliveira Gabriel, foram presos.

No último sábado, quatro pessoas da mesma quadrilha foram detidas quando a PF apreendeu 1,3 tonelada da erva. A polícia investiga agora se há participação ou conivência da empresa no esquema criminoso. Segundo a Polícia Federal, o bando faz parte de uma das maiores quadrilhas responsáveis pelo tráfico de drogas entre o Paraguai e o Brasil, que distribui entorpecentes em outros estados brasileiros.

De acordo com o delegado Fernando Francischini, da Superintendência Regional da PF, os 300 quilos de maconha foram apreendidos na madrugada de ontem.

O motorista saiu de Foz do Iguaçu durante a tarde, conduzindo o caminhão-tanque placa AFZ-1943. A partir do município de Cascavel os policiais passaram a monitorá-lo. No meio do caminho, Natanel soube da apreensão feita no sábado e, com medo, resolveu dispensar a droga num depósito em Guaraniaçu, a 500 quilômetros de Curitiba.

Depois de descarregar o caminhão, com a ajuda de dois indivíduos, ele seguiu para Curitiba com apenas quatro tabletes da droga. Todo o percurso foi acompanhado por Rogério, que, em um veículo Ômega, servia de "batedor" da carga. Rogério estava alguns quilômetros na frente e conversava com Natanael pelo celular.

Suspeita

Por volta das 22h de segunda-feira, Rogério chegou em Curitiba e foi para um hotel em São José dos Pinhais, onde foi preso pelos policiais federais. Já o caminhão foi abordado na Avenida João Bettega, na CIC, perto da empresa Cattalini. Com o motorista, os policiais apreenderam os quatro tabletes da erva.

Natanael contou que tinha deixado o resto da droga em Guaraniaçu e voltou para lá acompanhado dos policiais federais. A droga foi recuperada e todos voltaram para Curitiba no início da manhã de ontem.

Natanael afirmou que receberia R$ 3 mil pelo transporte e que trabalhava na empresa há dois meses.

"O caminhão tem capacidade para transportar cinco toneladas, por isso, não descartamos a hipótese de mais droga ter sido escondida em outro lugar. Iremos ouvir o diretor da empresa, que se não é conivente, apresenta grande falta de controle. O que chama atenção é que este caminhão também não saiu da rota da empresa", disse Francischini.

A Polícia Federal tenta agora descobrir onde funcionava o depósito em Curitiba, e não se descarta a hipótese de parte da maconha ser acondicionada no pátio da empresa Cattalini, na CIC.