A grande expectativa em torno do resultado das investigações que apuram a origem dos dólares que estavam escondidos na casa do ex-superintendente da Associação dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, tem propiciado muitas especulações.

Desde a semana passada, correm boatos que a Polícia Federal estaria tentando cumprir mandado de prisão expedido contra o irmão do ex-governador Roberto Requião, porque teriam sido encontradas três contas bancárias dele no exterior.

Ontem, porém, a Superintendência Regional do Departamento da Polícia Federal do Paraná desmentiu qualquer tentativa de prisão de Eduardo. De acordo com a PF, o que é do conhecimento do departamento é que uma investigação está sendo feita pelo Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, para apurar se há irregularidade nos US$ 180 mil que Eduardo guardava em seu apartamento, no Batel, em Curitiba, e que, conforme ele denunciou ao Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), foram furtados por uma ex-empregada.

A doméstica assumiu a autoria do furto e ressarciu o prejuízo entregando quatro imóveis comprados com o produto do furto. Os imóveis foram avaliados em mais de R$ 500 mil.

Quando denunciou a ex-empregada, Eduardo foi convocado pela promotora e pela juíza do caso, a comprovar a origem do dinheiro americano com documentos. Ele ignorou as ordens, motivando assim uma ação mais rigorosa do Ministério Público, que iniciou procedimento investigatório e está reunindo a documentação necessária para depois ouvir o ex-superintendente. Apesar do desmentido, a Polícia Federal assegurou que, se for necessária a interferência nas investigações, ela o fará sem restrições.