Átila Alberti.
Quadrilheiros pretendiam
invadir mansão.

Um empresário da alta sociedade curitibana é apontado como o líder da quadrilha pertencente ao Primeiro Comando da Capital (PCC), desarticulada ontem pela Polícia Federal. Seis membros da célula, liderada pelo homem que está na mira da polícia, foram presos quando preparavam-se para invadir uma mansão no Alto da Glória, em Curitiba. O bando pretendia roubar U$$ 300 mil que estariam guardados na casa.

 Segundo o delegado da PF Fernando Francischini, desde o início deste mês os membros do PCC estavam monitorando a mansão, situada na esquina das ruas Gottlieb Mueller e Padre Camargo, cujo o morador é um homem de 80 anos. Dos detidos, dois residem em Curitiba e os demais em São Paulo – estes chegaram a vir à capital paranaense pelo menos três vezes para fazer o levantamento do ?alvo?. A PF foi informada destas ?visitas? e da intenção dos criminosos, e com isso passou a seguir os passos da quadrilha. ?Quando sabíamos que os marginais do PCC estavam vindo para Curitiba, montavámos guarda em frente à mansão. Enquanto os bandidos tiravam fotos da casa e coletavam informações sobre a rotina dos moradores e funcionários, nós os monitorávamos. Foi dessa forma que identificamos todos os marginais?, contou Francischini.

Um empresário, que já foi identificado pela PF, seria o chefe da célula do PCC no Paraná, sendo o mentor do assalto. ?Provavelmente essa pessoa alugou a casa e providenciou tudo que os marginais iriam precisar. Já temos o nome dele e devemos prendê-lo em pouco tempo?, garantiu.

Roubo

Há três dias, o bando veio de São Paulo para Curitiba com o objetivo de, finalmente, invadir a mansão e roubar a fortuna do morador. Os policiais, que já sabiam das intenções da facção criminosa, montaram campana na casa alugada pelo bando, em São José dos Pinhais. No início da manhã de ontem, Wellington Francisco, José Pedro da Silva Aguiar, Reginaldo Rocha da Silva, Bruno Silva Barbosa, Jocimar Souza de Jesus e Leandra Ines de Matos deixavam a residência quando foram abordados e presos pela polícia. Com os membros do PCC foram apreendidas uma pistola calibre 7.65 e um revólver calibre 22, além de certa quantidade de maconha, e quatro carros de origem duvidosa.

Em paralelo, policiais detiveram Wanderlei da Silva Júnior, que estava na casa de parentes, no Tatuquara. A polícia acredita que antes de cometer o roubo, os comparsas iriam apanhá-lo. O bando pretendia cometer o assalto no instante da troca dos vigilantes da casa. A PF infirmou ter filmagens dos membros do PCC monitorando a mansão. Há suspeitas que funcionários do morador da mansão tenham passado informações aos bandidos.

Crimes

A polícia acredita que os nomes dos criminosos sejam falsos, uma vez que algumas carteiras de identidades são deste ano. Apesar de os nomes serem suspeitos, o sistema dá conta que Leandra tem passagem na polícia por furto e estelionato, Reginaldo por homicídio, Jocimar por tráfico de drogas e José por assalto, todos os crimes cometidos em São Paulo. Wellington, foragido da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, tem cinco passagens por receptação e duas por tráfico de drogas.

Quadrilha fez "levantamento" de local

De acordo com o delegado Fernando Francischini – da PF – há três dias, o bando veio de São Paulo para Curitiba com o objetivo de finalmente invadir a mansão, no Alto da Glória, e roubar a fortuna do morador. Os policiais, que já sabiam das intenções da facção criminosa, montaram campana na casa alugada pela quadrilha, em São José dos Pinhais. No início da manhã de ontem, Wellington Francisco, José Pedro da Silva Aguiar, Reginaldo Rocha da Silva, Bruno Silva Barbosa, Jocimar Souza de Jesus e Leandra Inês de Matos deixavam a residência quando foram abordados e presos pela polícia. "Nós os prendemos no momento em que estavam saindo da casa, pois se deixássemos para agir perto da mansão corríamos o risco deles reagirem e de ocorrer troca de tiros, atingindo inocentes" contou o delegado.

Com os seis membros do PCC foram apreendidas uma pistola calibre 7.65 e um revólver calibre 22, além de certa quantidade de maconha, e quatro carros de origem duvidosa. "Devemos encontrar mais armas, porém sabemos que estes marginais não viajam trazendo o armamento. Este é fornecido aqui, por outros envolvidos no esquema", disse o delegado. Em paralelo, policiais federais detiveram Wanderlei da Silva Júnior, que estava na casa de parentes, no Tatuquara. A polícia acredita que antes de cometer o roubo, os comparsas iriam apanhá-lo. O bando pretendia cometer o assalto no instante da troca dos vigilantes da casa. A Polícia Federal afirmou ter filmagens dos membros do PCC monitorando a mansão, no começo do mês, e nelas todos os detidos aparecem pelo menos uma vez. Há suspeitas que funcionários do morador possam ter passado informações aos bandidos.

Crimes

A polícia acredita que os nomes dos criminosos sejam falsos, uma vez que algumas carteiras de identidades são deste ano. Apesar de os nomes serem suspeitos, o sistema dá conta que Leandra tem passagem na polícia por furto e estelionato; Reginaldo por homicídio; Jocimar por tráfico de drogas e José por assalto, todos os crimes cometidos em São Paulo. Wellington, foragido da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, tinha cinco passagens por receptação e duas por tráfico de drogas. "Estes marginais são muito conhecidos em São Paulo, pois já ficaram presos lá. É por isso que eles estão migrando para o Paraná e Santa catarina", finalizou Francischini.