Todas as manhãs a Francelize, de 8 anos, sai de casa para andar com sua pequena bicicleta, que já não tem pedal. Terça-feira (07), o pátio da Cohapar em que ela costuma correr atrás da cadela Lady Kate estava cercado de viaturas. Era o início da instalação da Unidade Paraná Seguro nas vilas Zumbi dos Palmares e Liberdade, em Colombo – a primeira UPS da região metropolitana.

Por volta das 6h, 120 policiais militares e rodoviários federais montaram dez pontos de bloqueio e começaram as abordagens nas vilas, que somam mais de dez mil moradores nos dois lados da BR-116. Na frente da casa de Francelize ficou a sede da UPS, na esquina das ruas Carteiro Luciano Ramos e Alberto Bedin, na casa que já foi módulo do extinto Projeto Povo da PM.

O resultado das abordagens só será divulgado hoje, com a implantação oficial. As abordagens em busca de drogas, armas, objetos roubados e pessoas foragidas continuam até o fim de semana. A partir de segunda-feira, ficam apenas três viaturas.

Complemento

De acordo com o tenente-coronel Monteiro, comandante do 22.º Batalhão, o trabalho da UPS irá complementar o policiamento de doze municípios. Nos próximos dias, outra UPS deve ser inaugurada em São José dos Pinhais.

A comandante da UPS será a aspirante Fernanda Pegorini, que atuava como relações públicas na corporação e que já fez trabalhos sociais em creches de Colombo, e tem vários treinamentos de polícia comunitária. Além das vilas Liberdade e Zumbi, a UPS também será responsável pelo policiamento no Conjunto Industrial, que também compõe o bairro Mauá.

Moradores ficam satisfeitos

Colombo foi escolhida para receber a primeira UPS da RMC devido ao índice de criminalidade acentuado. “O índice de homicídio já caiu mais de 70% em Colombo. No ano passado foram 170 mortes. Eram quase 20 homicídios por mês, e neste ano estamos com apenas quatro em dois meses. Nas outras cidades do 22.º Batalhão, o índice de homicídios caiu 50%”, explica o tenente-coronel Monteiro.

Para Rogério Pontes, morador da Vila Zumbi há mais de 20 anos, a chegada da polícia traz mais tranquilidade. Quando um vizinho disse que “os ratos correm para a toca quando a polícia passa”, se referindo a bandidos, ele concordou.
“A gente tem que saber levar a vida, mas quando a polícia passa a gente sente mais segurança, fica mais tranquilo. Eles respeitam, porque é autoridade”.

O coronel explicou que o objetivo é que a comunidade tenha a polícia como “um braço amigo”. O avô de Francelize disse que a menina só podia brincar até as 18h na rua, e a partir de agora poderá ficar um pouquinho mais.

Aliocha Maurício
Essa já é a 13° instalação de Unidades Paraná Seguro.

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