A distração e o uso excessivo de álcool resultaram em 77 vítimas de furto durante o Country Festival, que ocorreu na noite de sábado no Expotrade, em Pinhais. A Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe) registrou, durante os shows, 17 boletins de ocorrência de furtos de celular e outros 60 de extravio de documentos que, na verdade, podem ter sido furtados. Um inquérito policial de estelionato também foi instaurado para apurar a venda de ingressos falsificados. Ninguém foi identificado ou preso.

O delegado Clóvis Galvão, da Demafe, concluiu que, na maioria dos casos, as pessoas são vítimas de sua própria distração. “As pessoas ficam dançando e pulando ao som de suas bandas favoritas lá no palco, às vezes estão até alcoolizadas, e se distraem. Os homens botam carteiras no bolso de trás e as mulheres também, pra poder dançar, jogam as bolsas pra trás e nem notam o furto”, analisa o delegado.

Outra coisa que ajuda muito o furto de celulares é o fato de usar os aparelhos sem as capas. Com isto, deslizam mais fácil nos bolsos e bolsas e atraem a atenção dos punguistas (ladrões que se aproveitam dos distraídos).

Aliás, grandes eventos, principalmente os noturnos, são grandes atrativos para os punguistas, pois eles sabem que poderão furtar sem serem percebidos, inclusive aproveitando-se de pessoas alcoolizadas. Caso sejam pegos, conseguem se misturar rapidamente à multidão.

Quadrilha

Apesar da quantidade de boletins de ocorrência neste último Country Festival, o delegado considera a quantidade baixa, para o universo de 50 mil pessoas que estavam no evento. “Comparado com o festival do ano passado, diminuímos em 150% a quantidade de furtos de celular e documentos. Identificamos um grupo de punguistas de São Paulo que agia aqui. Eles ainda não foram presos. Mas devem saber que já foram identificados e por isto não apareceram mais por aqui”, revelou Clóvis.