Uma operação do Ministério Público do Trabalho, com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública, tinha por objetivo constatar irregularidades trabalhistas, mas acabou revelando a participação de dois policiais civis na administração de estabelecimentos de prostituição. “Pelos depoimentos colhidos, um delegado e um investigador administram essas casas noturnas”, afirmou Margareth Mattos de Carvalho, procuradora do Trabalho.

A operação foi deflagrada na madrugada de ontem, em duas casas de prostituição localizadas em Curitiba e Pinhais, Região Metropolitana da capital. As denúncias foram encaminhadas para a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, que vai instaurar um processo de investigação para apurar o envolvimento de policiais civis com aqueles estabelecimentos. Caso se comprovem as denúncias, os policiais civis poderão ser exonerados. Os nomes dos envolvidos estão sendo mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações. As denúncias também serão encaminhadas pela procuradora do Trabalho para a Promotoria de Investigações Criminais (PIC)