Estão soltos os sete policiais militares da 1.ª Companhia do 17.º Batalhão de Polícia Militar acusados de extorquir um empresário de Piraquara. Eles foram detidos no primeiro fim de semana de março e, depois de alguns dias no Centro de Observação Criminológica e Triagem (COT), foram mantidos em reclusão na Penitenciária Estadual de Piraquara II, antigo Centro de Detenção e Ressocialização (CDR).

O comandante do batalhão, tenente-coronel Maurício Tortato, não concorda com o local onde os policiais foram mantidos. Eles ficaram em uma ala isolada, mas em períodos de refeição e banho de sol permaneciam ao lado de presos civis, o que poderia apresentar risco à integridade física dos militares.

Favorável

Consultado pela Justiça sobre a revogação do mandado de prisão preventiva contra os policiais, o coronel se mostrou favorável. “Ainda que eles tenham tido um desvio de conduta, que está sendo avaliado, eles mantém a condição de militares. Não há problema em conceder a liberdade provisória, que é direito processual deles, e obviamente temos a preocupação com a vítima, que está recebendo apoio necessário”, afirmou Tortato.

Os sete policiais foram soltos na quarta-feira e devem voltar à atividade profissional na próxima semana, sem atuar em ações de patrulhamento e atendimento à ocorrências.

“Eles estão se reajustando em termos pessoais e sociais e não retornam à atividade operacional, mas vão desenvolver sua força de trabalho na área administrativa”, explica Tortato.

Grana

De acordo com a vítima, três policiais souberam da quantia que ela recebera da venda de um terreno e invadiram a residência da família, no início de fevereiro. Ele entregou os R$ 8.500 e recebeu ameaças de morte.

Nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro, outros quatro policiais retornaram à residência pedindo mais dinheiro. Como ele não tinha, foi ameaçado novamente para permitir que os policiais levassem aparelhos eletrônicos e outros pertences de valor.

A vítima informou o comando da Polícia Militar e, em alguns dias, a Justiça emitiu o mandado de prisão preventiva contra os policiais. Quatro deles foram presos nos dias 5 e 6 de março, e os outros três se apresentaram no Quartel Geral no dia 10.

Inquérito policial-militar foi concluído e remetido à Justiça nesta semana. “O IPM foi feito dentro do prazo legal, com alguma celeridade levando em consideração que os policiais estavam presos”, disse o coronel, sem revelar o resultado do inquérito.