Cerca de seis mil pessoas bloquearam, ontem pela manhã, a principal avenida de Maringá para protestar contra o aumento da violência na cidade. O movimento foi alavancado depois do assassinato do empresário Rubens Orlandine, 41 anos, no último sábado, que elevou as estatísticas de homicídios praticados no município este ano para 28, contra 22 em todo o ano de 2004, de acordo com a Polícia Militar. O protesto deu origem a uma carta aberta relatando os números de seqüestros, assassinatos e roubos praticados em Maringá e região e pedindo o aumento do efetivo policial na cidade.

A população se armou de faixas e cartazes com os dizeres "Basta! Chega de violência", ocupando três quadras da Avenida Brasil, no centro. Além do protesto contra o aumento da criminalidade, os populares pediam aumento do efetivo policial e faziam críticas ao governo do Estado. A manifestação começou em frente à loja de Orlandine, a Art e Linha, onde o empresário foi morto após resistir a um assalto. Em um palco, representantes de diferentes religiões realizaram um culto ecumênico.

A Secretaria de Segurança Pública divulgou nota informando sobre concurso que contratará mais mil novos policiais militares para reforçar o policiamento em todo o Estado e que Maringá será uma das cidades atendidas.