Seis suspeitos de sequestrar um menino, de 6 anos, em Araucária, há cerca de 20 dias, foram presos domingo, por policiais do Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especiais).

Entre os detidos está o tio da criança, Claudinei de Paula, 30 anos, que planejou o crime, depois de saber que o concunhado havia vendido um imóvel por R$ 80 mil, valor pedido no resgate. O dinheiro não foi pago, porque a criança foi liberada.

Com o bando, a polícia encontrou três pistolas, 360 gramas de cocaína, um aparelho de DVD e mídias gravadas com animações infantis, para que o menino assistisse, enquanto estivesse no cativeiro.

Claudinei foi preso em Araucária, onde mora, e foi encontrada uma Parati, roubada em Campo Magro na semana passada. Valter Glaner, 22 anos, Adelir Adanski Oliveira, 19, e Sueli Honório Oliveira, 31, foram presos em Matinhos, na casa do pai de Adelir, com uma pistola ponto 40, roubada de um policial em Guaratuba, há três meses. Na casa de Adelir e Sueli, em Curitiba, foram apreendidos a droga, éter, cal e uma pistola 9 milímetros de fabricação israelense.

Confronto

Tiago Rodrigues Monteiro, 29, foi preso em São José dos Pinhais, na casa dele, que serviu de cativeiro. Junto com ele, foi preso Alcebíades Rodrigues Monteiro Filho, 23.

Lá, a polícia recuperou os objetos roubados da família e uma pistola 765. Segundo a polícia, um sexto integrante da quadrilha, Bruno Cezar Rodrigues, 24, foi morto em 20 de fevereiro, em confronto com policiais militares, depois de roubar um veículo.

A polícia descobriu que o bando é especializado em roubos de automóveis, sequestro relâmpago e tráfico de drogas. Valter já tem passagem por roubo. Adelir havia sido condenado pelo mesmo crime e estava em liberdade provisória. Os presos vão responder por extorsão mediante sequestro, tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubo e formação de quadrilha.

Assalto

O menino foi sequestrado no dia 9 de fevereiro, durante assalto à casa de sua família. Segundo o delegado do Tigre, Silvio Rockembach, o tio da criança estava na residência. “Ele simulou que foi visitar a família, mas, na verdade, ficou lá para se certificar que o pai do menino não chamaria a polícia”, contou Rockembach.

O delegado Rubens Recalcatti, da delegacia local, pediu apoio do Tigre. “A quadrilha soube que a polícia já estava no caso e parte do bando decidiu mudar o local de cativeiro. Mas não chegaram a um acordo e Tiago e Bruno libertaram a criança perto de uma fábrica de refrigerantes no Jardim das Américas”, relatou Rockembach.