Suspeita de matar o marido e forjar o suicídio dele, Roseli Monteiro de Souza, 32 anos, foi presa por policiais da Delegacia de Homicídios, logo depois do crime. Osmar Pereira Gomes, 40, foi morto a facadas, por volta de 22h30 de sexta-feira, no Bairro Alto, mas só ontem o caso foi divulgado.

Segundo a delegada-chefe da DH, Vanessa Alice, quando os policiais chegaram ao local, Roseli insistia em dizer que ele havia se matado. “Os investigadores acharam estranho a mulher da vítima não apresentar nenhuma demonstração de sentimento, diante da morte de seu companheiro”, contou.

A polícia também recebeu a informação que o casal tinha histórico de violência, inclusive com agressões físicas, e que na semana passada, durante encontro de família, Roseli ameaçou Osmar de morte e o agrediu. Os vizinhos disseram que pouco antes de ele ter sido encontrado morto os dois haviam discutido.

Alteração

O perito do Instituto de Criminalística percebeu que a cena do crime havia sido alterada e que a arma não estava no local, onde supostamente ele teria se matado.

“Durante o interrogatório, Roseli ficou nervosa e se contradisse várias vezes. Além disso, descobrimos que só o casal estava na residência na hora do crime”, completou a delegada.

De acordo com Vanessa Alice, no Instituto Médico-Legal, foram encontrados alguns ferimentos nos braços da vítima, como se estivesse se defendendo do agressor, o que afastou definitivamente a hipótese de suicídio.

Calma e sem pensar na resposta, Roseli negou o crime. Disse que vivia bem com o marido e que as brigas eram coisas de momento, e nunca agiram com violência um com o outro.

“Não mexi no local do crime e não matei meu marido. Não sei porque estou presa e logo meu advogado vai provar minha inocência”, afirmou. Roseli foi autuada em flagrante na DH e encaminhada para o xadrez do Centro de Triagem I, em Curitiba.