As empresas que vencerem licitações para as obras de infraestrutura nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 terão que contratar presos do regime aberto ou em liberdade condicional.

Estima-se que 900 pessoas serão empregadas nestas condições no Paraná. O acesso ao emprego foi acertado por meio de convênio com Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que realiza o programa Começar de Novo.

Em breve, será divulgado o decreto regulamentando a medida. A proporção será de 5% a 10% do total de mão de obra contratada para o serviço. Para o diretor do Patronato Penitenciário do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Roberto Canto, esta é uma oportunidade para a população saber que o ex-presidiário já cumpriu sua pena e que a comunidade deve apoiá-lo para fazer a transição à sociedade de uma maneira tranquila.

“Vai ficar a referência de que aquele estádio, aquela obra também foi construída com o trabalho dos egressos”, afirma. Atualmente, o Patronato Penitenciário atende, em Curitiba e região, 1.734 pessoas, 222 estão desempregadas.

Preconceito

O juiz Moacir Antônio Dalla Costa, da 2.ª Vara de Execuções Penais, acredita que medida como esta vai diminuir o preconceito em relação ao egresso do sistema penitenciário.

Dalla Costa lembra que as empresas que aceitam contratar ex-presos fazem isto pela conscientização, e não porque recebem incentivos para isto. “A grande dificuldade, é a falta de conscientização do empresariado. Nem todos têm a mente aberta”.