Policiais do Núcleo da Região Metropolitana da Divisão Estadual de Narcóticos – Denarc – prenderam, na tarde de segunda-feira (9), João Paulo Lira Miranda, 29 anos, em sua loja de automóveis no Boqueirão, em Curitiba. Ele foi levado até a sua casa, no Sítio Cercado, onde foram encontrados 2,8 quilos de cocaína. A prisão decorreu da investigação que descobriu, mês passado, um laboratório de droga sintética.

Como as evidências mostravam claramente o envolvimento de Miranda, o delegado-chefe do núcleo Jairo Storilio, requereu a prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça. “Com a descoberta do laboratório clandestino em janeiro, apuramos que Miranda era o principal responsável pela produção da droga, que ele vendia juntamente com cocaína para viciados na cidade”, explicou o delegado.

Na tarde de segunda-feira, os policiais foram até a loja de automóveis JP para efetuar a prisão. Depois, ele foi levado até a sua residência, onde estava guardada a cocaína, embalada em tabletes prontos distribuição. Além da droga foram apreendidos uma balança de precisão, R$ 5 mil em dinheiro e um revólver calibre 38.

Segundo as investigações realizadas pela polícia, quando foi descoberto o laboratório, os policiais levantaram que Miranda era o principal suspeito de ter encomendado a droga. Na época foram presas três pessoas e apreendidos 1.050 cápsulas de MD e farto material químico usado para sua fabricação.

Quadrilha

Para o delegado-chefe da Denarc, Sérgio Sirino, não existe dúvida do envolvimento do suspeito com as pessoas presas em janeiro no laboratório clandestino. “Miranda é o comandante de uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas. O dinheiro obtido com o comércio de entorpecentes é lavado com a compra de veículos que ele vende em sua loja, no Boqueirão”.

Com esta prisão a polícia dá por encerrada a operação que durou quatro meses e desmontou o laboratório que produzia as cápsulas de MD. O laudo emitido pelo laboratório de toxicologia do Instituto Médico-Legal concluiu que a droga era produzida com pseudoefedrina, medicamento vendido livremente, que após reação química se transformava em metanfetamina, droga controlada e banida do mercado há vários anos. Segundo as análises esse material é um estimulante poderoso e destrutivo.

Autuado em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, Miranda foi encaminhado para o Centro de Triagem II, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), onde aguardara a decisão da Justiça. Na loja de automóveis, foram apreendidos cinco veículos, suspeitos de terem sido adquiridos com dinheiro do tráfico.