Marcelo também estava com maconha,
cocaína e pequena quantidade de LSD.

Duzentos e quarenta comprimidos de ecstasy foram apreendidos por policiais da delegacia do Alto Maracanã (Colombo), na noite de domingo, em um apartamento de luxo, situado no 3.º andar de um prédio no final da Avenida Visconde de Guarapuava, Batel. O empresário Marcelo Henrique Barranqueiros, 23 anos, foi preso e autuado em flagrante por tráfico de drogas, pelo delegado Marcus Vinícius Michelotto. Nos pertences de Marcelo a polícia ainda encontrou um vidro de lança perfume, 60 gramas de maconha, uma bucha de cocaína e uma pequena quantidade de ácido LSD, além de dois telefones celulares, contendo agendas com mais de 200 nomes, que serão investigados pela polícia.

Prisão

O delegado informou que nos últimos dias os policiais prenderam diversos traficantes e usuários da droga e descobriram que Marcelo estava comprando ecstasy de um homem em Florianópolis e revendendo em Curitiba. Após quinze dias de investigação, o superintendente Job de Freitas telefonou para o empresário e encomendou 30 comprimidos de ecstasy, a um preço de R$ 1.500,00. O policial se identificou com o nome de um viciado, que era “cliente” de Marcelo e marcou o encontro em uma das ruas do Batel. Quando o rapaz entregou a droga, Job se identificou como policial e deu voz de prisão. “Ele confessou que tinha guardado nos seus pertences mais comprimidos. Fomos até lá e encontramos mais 210 compridos de ecstasy, além de lança perfume, maconha e cocaína e LSD. O rapaz era “clínico geral”: vendia diversos tipos de drogas”, comentou o superintendente.

Festas

Marcelo era proprietário da empresa GMCONEX Sistemas e Soluções Virtuais Ltda e promovia festas em empresas e boates. “Além de organizar as festas, ele fazia a distribuição de ecstasy. É uma droga cara e usada por ricos, já que a pastilha custa R$ 50,00”, ressaltou Job. “Esta foi uma das maiores apreensões efetuadas no Paraná. A droga é usada por pessoas de alto poder aquisitivo e é difícil surpreender viciados e traficantes, já que a distribuição é feita em festas particulares e o grupo é muito fechado. Geralmente o viciado vai ao banheiro e toma a pílula junto com uísque ou outra bebida alcoólica. Os efeitos são alucinações e euforia. A pessoa fica elétrica e dança a noite inteira”, explicou o superintendente. Ele disse que a droga é originária da Holanda. “Apuramos que Marcelo controlava a distribuição da droga em Curitiba”, salientou. Job frisou que as investigações continuam no sentido de identificar outras pessoas envolvidas com o empresário.