Charlatanismo, estelionato e curandeirismo levaram o padre Geovanilzo Novais Mendes, 71 anos, conhecido como “Frei Paulo Mendes”, e seu auxiliar Rodrigo Bombarda, 30, para a cadeia, anteontem, em Lages, centro-oeste de Santa Catarina. O religioso, que não é médico, é conhecido também em algumas cidades do Paraná, por usar produtos supostamente medicinais e terapêuticos com a promessa de cura para várias doenças. O trabalho acontecia sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além de ter a polícia catarinense em seu encalço, o padre era procurado desde maio, pela Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC) de Curitiba, depois da denúncia de fiéis de Contenda, onde Geovanilzo fazia visitas periódicas. Em algumas destas reuniões, o padre chegou a reunir 3 mil pessoas.

Riqueza

Apesar de fazer parte de uma ordem religiosa que tem voto de pobreza, segundo a polícia, Geovanilzo morava em casa bastante confortável em Barra Velha, avaliada em mais de R$ 500 mil, e usava uma caminhonete de luxo.

No momento da prisão, foram apreendidos R$ 6,5 mil, que segundo a Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Lages, veio de vítimas da dupla de golpistas. Grande quantia de produtos medicinais, chás e pomadas sem registro também foram recolhidos na chácara. A dupla foi conduzida ao Presídio Regional de Lages, onde permanece à disposição da Justiça.