Nas mãos algemadas de um homem, de 35 anos, preso suspeito de estuprar a própria filha de cinco anos, via-se a homenagem em forma de tatuagem a outros dois filhos. Apesar da criança ter feito um relato detalhado aos policiais, ele nega o crime e afirma que foi a sogra quem teria tramado contra ele.

Segundo o delegado Messias Antonio da Rosa, da Delegacia de Campina Grande do Sul, a menina contou sobre o abuso à mãe, que a levou até um centro médico. “Ela passou por um exame preliminar com uma médica, que determinou o acionamento do Conselho Tutelar e, em seguida, essa criança passou por exames de conjunção carnal e ato libidinoso no Instituto Médico Legal (IML)”, explicou o delegado.

Os resultados devem ficar prontos em 30 dias, mas o delegado demonstrou convicção de que o pai cometeu o crime. “Só a palavra da vítima, com os requintes de detalhes do que ela disse ter sofrido, são suficientes para qualquer juiz condenar esse pai”, afirmou Messias.

Os abusos contra a menina, conforme a polícia, foram cometidos diversas vezes. “Sempre que ele ficava sozinho com ela, sempre que a mãe saía para fazer algum trabalho, ou para alguma outra coisa, essa criança era abusada”, disse o delegado.

Passado condena

Há cerca de dois anos, segundo Messias, o homem respondeu pelo mesmo crime. Como o próprio suspeito relatou, ele estava indo pelo trabalho, pela manhã, quando levou uma surra de algumas pessoas, depois de ser apontado por duas garotas como autor de estupro. “De bonzinho ele não tem nada”, comentou o delegado.

O pai, no entanto, nega ter abusado da filha, e disse que a criança era muito apegada a ele. Ele afirmou que, em virtude de ter sido preso por estupro antes, a sogra teria convencido a criança a relatar o estupro para incriminá-lo. Ele contou ainda que a mulher da esposa já teria feito a mesma coisa com o filho. Ele é pai de cinco filhos.