Está preso, desde a madrugada de ontem, o sargento Luiz Augusto de Oliveira, acusado de ter matado um colega de farda durante a confraternização entre policiais militares ocorrida numa chácara, próxima ao complexo penitenciário, em Piraquara, na tarde de quarta-feira. O capitão Samuel Keskoski Gonçalves, 45 anos, comandante do Batalhão de Polícia de Guarda (BPGD), em Piraquara, foi morto com um tiro na cabeça. Ele chegou a ser encaminhado ao Hospital Cajuru, mas não resistiu.

O autor do disparo foi preso à 1h30 em Colombo, depois de ter fugido da chácara, e está recolhido no quartel do Comando Geral, em Curitiba. Segundo o tenente-coronel Pirollo, o flagrante foi encaminhado à Justiça Militar estadual.

No interrogatório, o sargento informou que não sabe o porquê do trágico fato, uma vez que havia uma grande amizade entre ele e o oficial. Pelo que foi apurado até o momento, sabe-se apenas que Luiz Augusto teria exagerado no consumo de bebida alcoólica durante a confraternização. ?Quando foi detido ele ainda estava em visível estado de embriaguez?, contou Pirollo.

A amizade entre os dois envolvidos no trágico episódio foi relatada pelo tenente-coronel. Segundo ele, o capitão – ao assumir o comando da 2.ª Companhia do BPGD – foi o responsável pela transferência do sargento para aquela unidade. Os dois vieram de Jacarezinho.

O corpo do capitão Keskoski foi transladado para Jacarezinho, onde foi enterrado no final da tarde de ontem. Todos os PMs que participaram da confraternização foram detidos para que prestassem depoimento sobre o ocorrido.