Policiais da Delegacia de Pontal do Paraná, no litoral do Estado, prenderam na noite de ontem um homem de 43 anos suspeito da morte da psicóloga e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) Telma Fontoura, sobrinha do ator Ary Fontoura e filha do ex-secretário de Saúde do Estado Ivan Fontoura. Telma foi encontrada morta na segunda-feira no Balneário de Shangri-lá, sepultada em uma cova na areia da praia. Ela estava desaparecida desde a tarde de domingo.

Segundo a polícia, o suspeito é natural de Curitiba, mora no balneário há sete meses e tem passagem pela polícia por roubo. Ele nega qualquer participação no crime da professora, de 53 anos. A psicóloga apresentava sinais de estrangulamento. O Instituto Médico-Legal (IML) em Paranaguá deve divulgar laudo em 30 dias. A cremação do corpo, marcada para ontem foi suspensa por ordem judicial. Divorciada, Telma era professora da PUC havia mais de 27 anos.

Esclarecimento do caso

O secretário da Segurança Pública, coronel Aramis Linhares Serpa, afirmou que o trabalho da delegacia foi muito eficiente. “Solucionamos, em menos de 48 horas, o homicídio que causou grande comoção para a sociedade, o que demonstra todo o empenho dos policiais envolvidos, que não mediram esforços para solucionar o caso.”

O delegado José Antônio Zuba Oliva, que comandou as investigações, relatou que, na casa de Lima, foram encontrados um par de tênis e uma calça jeans preta com a barra dobrada com areia na dobra. “Havia areia depositada nas pernas, na altura das coxas e colo, característica de contato físico, e o tênis é compatível com as marcas encontradas no local onde estava o corpo”, detalhou o delegado.

A rápida solução do homicídio, de acordo com Zuba, ocorreu pelo empenho dos investigadores e colaboração da comunidade. O irmão da vítima ajudou na identificação do suspeito. “O suspeito estava próximo do local do crime e deixou a família desconfiada. As pistas seguidas, a partir dessa informação, nos levam a crer que ele é o criminoso. Os exames realizados pelo Instituto Médico-Legal e pelo Instituto de Criminalística devem confirmá-lo como o autor do assassinato da psicóloga”, afirmou.

“Temos algumas provas materiais contra ele, além do fato de já ter algumas passagens pela polícia por roubo e por uso de drogas. Ele é de Curitiba e estava no litoral há alguns meses. Por não ter residência fixa, nós o prendemos para que não pudesse fugir e prejudicar as investigações”, disse o delegado Zuba.